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Histórico

A partir de uma perspectiva histórica, a terapia ocupacional é uma profissão nova no Brasil e no mundo, tendo seus primeiros cursos surgidos na década de 1950 no país. Do ponto de vista da formação pós-graduada de seus profissionais, tem pouco mais de 20 anos e a capacidade de produção científica é crescente, mas, ainda, limitada. Esta situação é agravada pela falta de programas de pós-graduação stricto sensu nessa área no Brasil e na América Latina, o que obrigou aqueles profissionais que hoje têm o título de Doutor a fazerem sua capacitação em terapia ocupacional no exterior ou, como é o caso da grande maioria, em áreas afins, em diferentes programas de pós-graduação no Brasil.

Este esforço impulsionou a institucionalização acadêmica da terapia ocupacional, sua configuração como uma área de conhecimento e fez crescer consideravelmente sua produção no Brasil, traduzida na produção científica da área e na participação em 25 Grupos de Pesquisa cadastrados no Diretório de Grupos de Pesquisa no Brasil do CNPq e coordenados por terapeutas ocupacionais em 2009, quando da proposição do Programa de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional – PPGTO pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). É importante destacar que desses 25 grupos, seis eram liderados por docentes do Departamento de Terapia Ocupacional da UFSCar; além disso, dos 25 grupos cadastrados no Diretório, nove eram liderados por pesquisadores que integraram a proposta do PPGTO/UFSCar.

O investimento feito pelas Instituições de Ensino Superior na capacitação de docentes da terapia ocupacional, em mestrado e doutorado, possibilitou que parte desses professores se engajasse em programas de pós-graduação em áreas afins no país, fazendo crescer as experiências de docência e orientação em nível de mestrado e doutorado.

No caso do Departamento de Terapia Ocupacional da UFSCar, em 2009, de um total de 14 professores doutores, cinco já realizavam atividades em programas de pós-graduação da área de educação e educação especial. Embora tal participação fosse muito importante para desenvolver as habilidades da docência, orientação e produção científica na pós-graduação, para o intercâmbio com outros profissionais e para o fomento de pesquisas, ela não supria a necessidade de implantação de um Programa de Pós-Graduação próprio, onde os assuntos específicos da área fossem tratados, uma vez que o desenvolvimento da mesma deveria ser gerado a partir da busca de resoluções de problemas próprios do campo. Como consequência disso, aumentava a necessidade da instalação de um Programa de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional no Brasil, para formar pesquisadores comprometidos com a produção de conhecimento na área, no contexto da realidade brasileira e a implantação do Mestrado Acadêmico em Terapia Ocupacional na UFSCar, em 2010, foi um caminho na direção desse objetivo.

A expectativa era a de que o PPGTO/UFSCar criasse, no médio prazo, as condições para a proposição de um curso no nível de Doutorado em Terapia Ocupacional no Brasil, viabilizando, assim, a efetiva formação de pesquisadores na área de Terapia Ocupacional, o que, de fato, veio a ocorrer em 2015, quando o PPGTO abriu a sua primeira turma de Doutorado.